domingo, 7 de junho de 2020

Considerando que Deus é Espírito, e que seu reino está dentro de nós, somos inevitavelmente direcionados a observar o mundo interior em detrimento ao mundo externo. A Bíblia nos afirma em 2Coríntios 4.18, que tudo que vemos é temporal, e que não vemos é eterno. Em outras palavras, o mundo espiritual invisível, criou o mundo material e visível. Os temas postados aqui não exprimem o ponto de vista estritamente do blog, pois são de várias correntes tanto ciêntífica como religiosas, a quisa de pesquisa. Portanto duvide, questione e pondere.
Lembre-se, que antes de nascermos e mesmo após morrermos, o infinito mundo espiritual em toda sua dinâmica, sempre nos conterá e dele jamais conseguiremos fugir.
Gilberth da Hora.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Deus é muito maior

Deus é muito maior

Teorias sobre novas dimensões fortalecem a ideia de um Criador e sustentador do universo.



A compreensão humana acerca do cosmos começou quando o primeiro homem, Adão, olhou para o céu e reparou que, além do sol e da lua, o firmamento tinha uma infinidade de corpos celestes. Milênios mais tarde, instrumentos óticos rudimentares começaram a ser apontados para o céu, mostrando muito mais do que era possível avistar a olho nu. Primeiro, ampliamos nossa compreensão do universo a partir de um planeta com um céu intrigante acima, para um sistema de corpos celestes ao redor do sol; depois, uma galáxia de estrelas. Agora, sabemos que nossa galáxia, de bilhões de estrelas, é uma diminuta parte do universo que inclui imensas superestruturas que contém milhares de outras galáxias – a “Grande Parede”, como os astrônomos as chamam, estruturas a uma distância inimaginável da Terra, calculada em milhões de anos-luz.

Imaginar tamanha grandeza faz com que a mente mais brilhante torne-se como a de Jó: perplexa. Afligido, com o consentimento divino, pelas mais terríveis situações que podem acometer um ser humano, Jó tentou entender os desígnios divinos e foi duramente questionado pelo Senhor, que o desafiou a compreender o funcionamento das estrelas – uma dimensão, evidentemente, muito além do entendimento. Cientistas e filósofos reconhecem que nossa ideia de universo ainda é pequena para a mente infinita de Deus. “A criação é mais vasta do que pudemos compreender até agora”, diz Gerald Cleaver, professor de física da Universidade Baylor, nos Estados Unidos. “Nós, como seres humanos, passamos por fases, compreendendo que a realidade é bem maior do que antes.”

Cleaver e diversos colegas igualmente brilhantes acreditam que a humanidade precisará ampliar sua visão do universo ainda mais: “A vastidão da realidade nos faz apreciar a vastidão do Criador”, diz Robin Collins, professor de filosofia do Messiah College, na Pensilvânia (EUA). “Entro em contato com isso apenas pensando sobre o próprio universo. É um ícone para mim”. Cleaver e Collins dizem que podemos estar mais próximos do que nunca de uma questão básica entre Deus e Jó, expressa na pergunta do Criador a seu servo sofredor: “Você conhece as leis dos céus?” (Jó 38:33). Eles trabalham com uma vertente teórica da física chamada teoria das cordas, especificamente Teoria M – a mesma base de pensamento que deu ao astrofísico britânico Stephen Hawking, um dos maiores gênios da atualidade, a ousadia para declarar, em seu último livro The great design (“O grande projeto”), escrito com Leonard Mlodinow, que a filosofia e Deus são desnecessários.

“Para mim, a Teoria M apresenta um Deus cristão com uma habilidade criativa muito maior do que aquela que jamais pudemos imaginar”, conclui Cleaver. Isso porque a teoria das cordas é tão simples como uma explicação lírica e musical. Cada partícula do universo era como uma pequena e unidimensional corda de violino. As diferentes partículas existiam por causa das diversas maneiras pelas quais uma corda poderia vibrar. Físicos dizem que, assim como vibrações diferentes são produzidas nas cordas de um violino, as vibrações destas cordas podem produzir elétrons e assim por diante. É dessa forma, diz a teoria, que o universo funcionava.



ACIMA DOS CÉUS

Naqueles dias, nos anos 1990, os debates sobre as propriedades exatas das cordas criaram cinco teorias competitivas acerca do tema. Edward Witten, da Universidade Princeton, descobriu uma forma de moldá-las juntas, mas o resultado não era mais uma teoria das cordas. Uma nova tese então surgiu, a chamada Teoria M, que ainda permanece um rascunho tanto, que nem mesmo os teóricos chegaram a alguma conclusão sobre o que poderia ser a letra M. Pode significar, por exemplo, “membrana”. Nos antigos tempos de teoria das cordas, muitos estudiosos chegaram a acreditar que o espaço teria dez dimensões: as três direções que podemos ver; uma quarta, o tempo; e seis dimensões espaciais, diminutas, ao nível das partículas – e só podem ser percebidas por essas “cordas”. Pois a Teoria M inclui na lista uma décima primeira dimensão, na qual muitas outras coisas parecem acontecer. Além das cordas unidimensionais, a décima primeira dimensão revelou objetos multidimensionais, em membranas duplicadas (são chamadas de p-branas, na versão resumida).

Imperceptíveis para nós em nossa capacidade tridimensional, p-branas podem ser tão pequenas quanto cordas ou tão grandes quanto o universo. Na realidade, alguns sugeriram que nosso universo é uma grande p-brana dentro de uma realidade muito maior. A metáfora do violino não parece encapsular tudo isso. Mas, se os experimentos se provarem verdadeiros, a Teoria M pode resolver diversos problemas técnicos que têm mantido cientistas encafifados na tentativa de criar uma unificada “Teoria do Tudo”. No momento, a Teoria M é a melhor oportunidade que os estudiosos têm de chegar a um desenho completo do universo (ver abaixo). Alguns teóricos da Teoria M, Cleaver inclusive, pensam que esse conhecimento pode levar além: o universo inteiro – planetas, estrelas, galáxias, a Grande Parede e tudo o mais – seria apenas uma “bolha” no oceano da existência, coberta com muitas outras coisas.

A vastidão e a multiplicidade do universo torna possível, na Teoria M, uma diversidade de possibilidades e realidades – talvez, mais de 10 mil possibilidades. Não podemos nem alcançá-las e apenas algumas destas realidades seriam capazes de hospedar a vida humana. Isso, sem falar que muitos estudiosos creem firmemente que o universo está sendo continuamente criado – e poderá ser destruído quando essas p-branas colidirem umas com as outras.

De acordo com Hawking, tanta vastidão e diversidade elimina a necessidade de Deus. “A Teoria M diz que muitos universos foram criados do nada”, ele escreve em seu último livro. “Sua criação não precisou de intervenções sobrenaturais ou de um deus. Ao invés disso, essa multiplicidade de universos é gerada naturalmente de leis da física”. Mas o filósofo Robin Collins diz que Hawking não pode escapar de Deus tão facilmente: se o universo surgiu das leis da física, quem estabeleceu tais leis? E por que essa multiplicidade do universo funciona da maneira como funciona? Tentar aplicar a ciência para a questão de Deus, diz Collins, “é onde os cientistas estão tropeçando em sua área de competência”.

“Um dos problemas com estes argumentos é o fato de que colocam Deus em uma caixa pequena demais”, diz Cleaver. “São teorias que retratam a Deus como alguém que apenas preenche as lacunas que a ciência não consegue explicar. Como teístas, precisamos perceber o Criador como a fonte primária; assim, as leis fundamentais da física tornam-se secundárias”. Para o professor, a Teoria M, com sua variedade, momentos ininterruptos e talvez infinitos de novas criações, faz total sentido quando relacionado ao trabalho de um Deus que cria eternamente. “Se Deus é verdadeiramente eterno, infinito e coerente”, Cleaver escreveu em um trabalho de 2006, “devemos esperar que crie eternamente e infinitamente, ou então acreditar que não crie nada de uma vez por todas”. Seria um cientista tropeçando em questões filosóficas? Talvez. Mas Collins expressou pensamentos similares. “Paulo diz no primeiro capítulo da Epístola aos Romanos que a natureza e a criação manifestam os atributos eternos de Deus, seu poder eterno e infinito. Um ser infinitamente criativo pode elaborar mais de um universo; na realidade, muitos deles, e talvez até outros tipos de realidade”.
Trevor Persaud

Teoria das Supercordas

Em 1919 o físico e matemático alemão Theodor Franz Eduard Kaluza propôs uma teoria controvertida, segundo a qual o Universo seria composto não apenas de três dimensões espaciais. Da mesma forma que o sueco Oskar Klein, ele previu pelo menos uma esfera a mais, distinta das outras – largura, altura, comprimento – por configurar um formato circular constituído por um raio minúsculo.

Na teoria elaborada por estes cientistas já se visualiza a presença de partículas de cargas opostas circulando em sentidos contrários – as negativas, tais como os elétrons, caminham na direção horária, enquanto as positivas, como os pósitrons, se movem no sentido anti-horário. Algumas partículas se mantêm estáveis no que se refere a esta nova dimensão, configurando uma carga zero, é o caso dos neutrinos.

Este esboço teórico ainda não consegue conciliar a mecânica quântica, a qual trabalha com as subpartículas atômicas, e a teoria da relatividade, de Einstein, que atua em esferas mais amplas, como, por exemplo, com estrelas e galáxias. Meio século depois, porém, nasce uma nova teoria que alcança este objetivo, unir os dois principais sustentáculos da Física Moderna.

A Teoria das Supercordas, fruto do século XX, postula a idéia de que o quark, a mínima partícula encontrada nas camadas subatômicas, é tecido por supercordas, fios energéticos que, ao vibrarem, determinam como será a natureza do núcleo atômico ao qual estão conectados, definindo desta forma como atuará a partícula que contém esta energia vibracional. Desta forma é possível aliar os mecanismos que regem a Teoria de Einstein e as leis da Mecânica Quântica.

Parte-se da constatação científica de que existem, na verdade, 11 dimensões, três de natureza espacial, uma temporal e sete recurvadas, as quais incorporam também massa atômica e carga elétrica, entre outras características. Estas outras esferas não seriam visíveis, como sugerem os estudiosos desta teoria, por não captarem a luz, essencial para que possamos ver e conhecer.

A realidade humana, portanto, se desenrola apenas nas três dimensões às quais o Homem já está habituado, pois apenas elas filtram a radiação luminar necessária para nossa visão e compreensão do universo familiar. As demais esferas constituem, portanto, realidades paralelas.

As investigações sobre as Supercordas principiaram nos anos 60, contando com a atuação de inúmeros físicos para sua constituição enquanto teoria científica. Pretende-se com este corpo teórico explicar tudo, englobando todos os fenômenos físicos, e assim conectar definitivamente a Teoria da Relatividade e a Física Quântica em um único bloco da disciplina matemática.

A Teoria das Supercordas seria colocada à prova em 2007, quando se concluiu a construção, na Suíça, do maior acelerador de partículas do Planeta, o Large Hadron Collider, que testaria um dos conceitos-chave desta nova ciência, a supersimetria. A experiência, até o momento, não foi concretizada.

De acordo com esta idéia, para cada subpartícula estudada, há uma contraparte que a completa simetricamente. A outra partícula, ainda não acessível ao conhecimento humano, é supostamente mais densa que as convencionais, assim ela requer uma energia maior para ser produzida. Espera-se que o colisor suíço seja poderoso o suficiente para criar esta subpartícula e assim contribua para comprovar cientificamente a Teoria das Supercordas.

Fontes:
http://www.guia.heu.nom.br/supercordas_e_dimensao_psi.htm

sábado, 11 de junho de 2011

O Princípio da Incerteza

A partir dessa teoria encontramos o determinismo do cientista francês, marquês de Laplace, no início do século XIX, ao argumentar que o universo era absolutamente determinístico. O determinismo parece bastante óbvio neste caso, mas Laplace foi além, ao assumir que existem leis similares governando tudo mais, inclusive o comportamento humano. A doutrina do determinismo científico foi fortemente rejeitada por quem julgava que ela infringia a liberdade divina de interferência de mundo. Temos também o princípio da incerteza formulada pelo cientista alemão Werner Heisenberg. A fim de prever a posição e a velocidade futuras de uma partícula, devemos ser capazes de medir, com precisão, sua posição e velocidades atuais. O princípio da incerteza de Heisenberg é uma propriedade fundamental e inescapável do mundo. Esse princípio teve profundas implicações na forma de percepção do mundo que, mesmo ultrapassados cinqüenta anos, ainda não foram completamente examinadas pelos filósofos e se mantêm na pauta de muitas controvérsias. Heisenberg, Erwin Schrödinger e Paul Dirac, na década de vinte, reformularam a mecânica através de uma nova teoria, chamada mecânica quântica, baseada no princípio da incerteza. Segundo ela, as partículas não teriam posições e velocidades separadas e bem definidas que não pudessem ser observadas. Em vez disso, apresentam-se em estado quântico, que é a combinação de posição e velocidade. De modo geral, a mecânica quântica não prevê um único resultado definido para uma observação, mas um número de diferentes e possíveis resultados. A mecânica quântica introduz um inevitável elemento de imprevisibilidade ou causalidade na ciência. Einstein contestou fortemente esse aspecto. Sendo assim, ele jamais aceitou que o universo fosse comandado pelo acaso; seus sentimentos sintetizavam-se em sua famosa afirmação: “Deus não joga dados”. Muitos outros cientistas, entretanto, tendiam aceitar a mecânica quântica porque ela se adequava perfeitamente aos experimentos. Na verdade, foi uma teoria extremamente bem-sucedida e sustenta quase toda a ciência e a tecnologia modernas. As únicas áreas da física às quais a mecânica quântica ainda não foi adequadamente incorporada são a gravidade e a macroestrutura do universo. A teoria da mecânica quântica se baseia num tipo de matemática completamente novo que também não descreve o mundo real em termos de partículas e ondas. Existe na mecânica, portanto, uma dualidade entre ondas e partículas: para alguns propósitos é útil pensar nas partículas como ondas, e para outros, é melhor pensar nas ondas como partículas. O grande problema era que as leis da mecânica e da eletricidade, antes da mecânica quântica, previam que os elétrons perdiam energia e, então, se moviam em espiral para dentro, até colidirem com o núcleo. Isto significava que o átomo, e toda matéria, deveria rapidamente colapsar num estado de densidade muito elevada. Uma solução parcial para este problema foi encontrada pelo cientista dinamarquês Niels Bohr em 1913. Este modelo explica bastante bem a estrutura do átomo mais simples, hidrogênio, que apresenta apenas um elétron girando em torno do núcleo. A nova teoria da mecânica Quântica eliminou essa dificuldade; revelou que um elétron, girando em torno do núcleo, pode ser considerado como uma onda, com comprimento que depende de sua velocidade. A teoria da relatividade geral, de Einstein, parece comandar a estrutura macro do universo. É o que se chama uma teoria clássica; isto é, ela não dá conta do princípio da incerteza da mecânica quântica, como deveria fazer, para ter consistência com outras teorias. A razão pela qual ela não é discrepante face à observação é que todos os campos gravitacionais que experimentamos normalmente são fracos. Entretanto, os teoremas da singularidade, indicam que o campo gravitacional deve ser muito forte em, pelo menos, duas situações – Buraco Negro e big Bang. Nestes campos fortes, os efeitos da mecânica quântica são importantes. Assim, num certo sentido, a clássica relatividade geral, através de previsões de pontos de densidade infinita, prevê seu próprio esfacelamento, exatamente como a mecânica clássica previu o seu, ao sugerir que os átomos deveriam colapsar até a densidade infinita. Infelizmente ainda não temos uma teoria completa e consistente que unifique a relatividade geral e a mecânica quântica.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

"Deus Não Está Morto"

Cientista usa física quântica para provar que Deus existe



Deus existe e a ciência está descobrindo evidências de sua existência. Quem afirma é Amit Goswami, filho de um guru hinduísta e hoje referência mundial em estudos que buscam conciliar ciência e espiritualidade. Mas, para esse pós-doutor em física quântica, não se trata do conceito popular de Deus, o poderoso imperador em um trono no céu, a distribuir curas, perdões e castigos. O Deus a que ele se refere pode ser chamado de consciência quântica, mas há quem prefira campo quântico ou campo akáshico.
Divulgação
Amor é a maior evidência da existência de Deus, diz livro
Amor é a maior evidência da existência de Deus, diz livro

Em "Deus Não Está Morto" (Aleph), ele afirma que, para começo de conversa, há muito mais do que matéria no universo ao contrário do que pensa a ciência tradicional. Segundo Goswami, tão antiga quanto o homem, essa questão até então não resolvida encontra agora respaldo científico e pode ser demonstrada a partir da evidência de uma consciência maior, com poderes causais, ou seja, de intervenção, e um corpo sutil, não material.

O problema, segundo Amit Goswami é que a fundamentação da existência divina está na física quântica, o que para a maioria é como ouvir grego. Por isso, diz ele, a mensagem demora a penetrar nas consciências. O objetivo do livro, então, seria acelerar essa nova aceitação de Deus e incentivar a que se demonstrem essas evidências também no âmbito da ciência tradicional. Para isso, Goswami compra briga com os que ele chama céticos, representados pelo cientista materialista, o teólogo cristão e o filósofo ocidental.

Para tentar entender mais o tema, afivele o cinto de segurança. Já sabemos, o Deus de que Goswami fala é a consciência quântica. Na física quântica, os objetos não são coisas determinadas. São, na verdade, possibilidades dentre as quais a consciência quântica, Deus, escolhe uma. A escolha de Deus, então, transforma essa possibilidade quântica em evento real, experimentado por um observador. Segundo o autor, isso já foi comprovado por experimentos objetivos, tanto no mundo micro como no macro.

De acordo com o livro "Deus Não Está Morto" , o amor é uma das qualidades divinas e, assim, a maior evidência da existência de Deus. Para Goswami mundialmente conhecido ao expor suas ideias no filme What the bleep do we know?, ou, Quem somos nós? - a hipótese quântica de Deus resolve de uma só vez todos os mistérios ainda não solucionados da biologia, como a origem da vida, a evolução, os sentimentos (como o amor) e a consciência. Além disso, coloca a ética e os valores em seu devido lugar: "no centro de nossas vidas e sociedades".
ARIADNE ARAÚJO

terça-feira, 7 de junho de 2011

Física Quantica e Teologia

BURACOS NEGROS, FÍSICA QUÂNTICA E TEOLOGIA

A ciência e a teologia mantêm um relacionamento delicado desde a época de Galileu e Copérnico. Em alguns aspectos o cristianismo não conseguiu se recuperar por completo da revolução cosmológica que retirou a humanidade do centro do universo e a confinou a uma posição insignificante. Talvez seja em decorrência desta postura de resistência aos avanços científicos, que poucos pensadores cristãos da atualidade parecem beneficiar-se com o notável desenvolvimento da física moderna. À sua maneira, Einstein, Bohr e mais recentemente Hawkins empreenderam uma revolução tão espetacular quanto a de Copérnico, embora em direções novas, chocantes para muitos.

Para começar, não apenas a humanidade, mas cada indivíduo, homem ou mulher, recuperou, através da física moderna, sua posição de figura central na história do universo. Na física de Newton, os indivíduos não ocupam um lugar especial no universo, exceto como participantes ocasionais no fenômeno estabelecido de causa e efeito. Mas alguns cientistas do século XX defendem que a própria realidade da ocorrência de um evento depende da existência de um observador.

O leigo rapidamente perde o entusiasmo no Reino Encantado da relatividade e da física quântica. Alguém nos ensina que nossa poltrona favorita é formada por grandes espaços vazios preenchidos por alguns átomos que giram a toda velocidade. Ainda assim nós a vemos como um objeto sólido e assentamo-nos nela. Aprendemos que o tempo varia, dependendo da força da gravidade e do movimento, e que um astronauta que parta para o espaço poderá retornar à Terra trinta e seis anos mais novo que o seu irmão gêmeo que aqui permaneceu. Parece melhor deixar de lado este mundo estonteante da física moderna, com suas equações tão longas que vão de uma ponta à outra do quadro-negro e com seus termos amedrontadores como antimatéria, espuma quântica e buraco-negro. Pensando bem, é melhor depender do bom e velho Newton.

Mas os cristãos não devem voltar as costas à física moderna com tanta facilidade, porque muitos de seus princípios sobre a natureza do tempo e do espaço foram provados por físicos e cientistas empreendedores. Além disso, estas descobertas notáveis apresentam novos caminhos para a compreensão de algumas doutrinas teológicas mais complicadas.

Pensemos em uma destas doutrinas: Deus não está preso ao tempo. Os cristãos vêm repetindo, há muitos e muitos anos que 'Aos olhos de Deus mil anos são como um dia' (2Pe 3.8), expressando sua convicção de que a visão de Deus sobre o tempo é diferente da nossa. Dizemos que Ele está além do tempo e do espaço. Para nós, a história humana é uma seqüência de quadros fixos, apresentados um após outro, como um filme. Mas Deus vê o filme inteiro de uma só vez. Embora os cristãos repitam esta crença e quase todos os teólogos, desde Agostinho, tenham-se ocupado dela, poucos a conseguem entender por completo.

Aparece a física moderna. Hoje nos ensinam que o tempo depende do movimento e da posição relativa do observador. Tomemos um exemplo bem primitivo. Olhando para o céu, às 15h 12min, vejo uma estrela brilhante, o sol, que paira no espaço a uma distância de cerca de 150 milhões de quilômetros. Na verdade, a luz que vejo partiu da estrela há 500 segundos, e viajou à velocidade de 300.000km/s, embora eu não me dê conta de estar enxergando o resultado do que aconteceu no astro às 15h 04min (horário da Terra). Se o sol subitamente desaparecesse em face de um ataque furtivo de um buraco-negro voraz, eu só saberia oito minutos depois, quando o céu ficaria escuro e eu gritaria:

- O sol foi embora! - e me prepararia para a extinção da vida na Terra.

Imagine agora uma pessoa muito grande, quero dizer, muito grande mesmo, cuja abertura entre os pés medisse, digamos, 150 milhões de quilômetros. Esta pessoa põe o pé esquerdo na Terra e o direito, com um sapato de amianto, no sol. Subitamente, bate o pé direito. Imediatamente, as labaredas solares espalham-se em todas as direções e o sol expele gases. Oito minutos depois eu, aqui na Terra, percebo a mudança dramática do sol.

Mas estou preso na Terra. A pessoa imensa existe parcialmente aqui e parcialmente no sol, sua consciência engloba os dois lugares. Embora parte de seu ser esteja na Terra, tem pleno conhecimento do movimento do pé direito oito minutos antes de todas as outras pessoas na terra. Pergunta-se então, o que é o tempo para esta pessoa imensa? Depende da perspectiva. Faça um esforço mental ainda maior e imagine um Ser tão grande quanto o universo, que existe ao mesmo tempo no planeta Terra e numa galáxia a milhões de anos-luz de distância. Se uma estrela explode nesta galáxia distante, o Ser sabe no mesmo instante, e mesmo assim ainda verá o evento na Terra, milhões de anos depois, como se tivesse acontecido naquele instante. Aliás, muitas estrelas que vemos à noite podem ter se extinguido ou terem sido engolidas por buracos-negros, mas a sua luz continua chegando até o nosso planeta, mesmo que fisicamente elas não existam mais.

A analogia que fiz uso não é exata, porque tolhe este Ser no espaço, embora o liberte do tempo. Mas pode nos dar uma idéia quanto à perspectiva limitada do conceito de tempo adotado em nosso planeta, no qual se afirma que 'primeiro acontece A e depois B'.

Deus, acima tanto do tempo quanto do espaço, pode ver o que acontece na Terra de um modo que só nos cabe imaginar. Esta linha de pensamento joga luz sobre debates muito antigos sobre a onisciência, presciência, livre-arbítrio e determinismo. Um termo como 'presciência' só tem sentido quando considerado do nosso ponto de vista limitado à Terra, pois presume que o tempo é uma seqüência de fatos, um após outro. Do ponto de vista de Deus, que engloba todo o universo de uma só vez, o significado da palavra é consideravelmente diverso. Falando com precisão, Deus não 'prevê' os acontecimentos. Ele simplesmente os vê, em um presente eterno.

A eternidade é apenas uma das muitas doutrinas que recebem luz através dos avanços da física moderna. Os novos teólogos poderiam tirar proveito se estudassem a teoria dos universos paralelos, usando-a para investigar o problema do mal. A teoria da interconexão de toda a matéria e energia seria útil para abordar as palavras bíblicas sobre a união entre os que crêem. A teoria que trata de como a consciência afeta a matéria poderia trazer esclarecimentos sobre o poder da oração. A maioria de nós carece de um conhecimento qualificado que nos oriente na compreensão de muitos destes mistérios. Os zen budistas aproveitaram a oportunidade e publicaram obras sobre como suas crenças se adaptam aos conceitos contemporâneos da física. Espero que repensemos nossos conceitos, muitos dos quais, ainda medievais. A fé religiosa, assim como a matéria, enfrenta constantemente o perigo de ser engolida por um buraco-negro.

Extraído da revista Cristianity Today.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Metafísica e Espiritualidade

Metafísica e Espiritualidade

A Metafísica significa tudo o que vai além do físico; o ser, visto como um todo, corpo, mente e espírito. Visa o despertar do indivíduo para si mesmo, compreendendo que somos completamente responsáveis pelo nosso destino. É o estudo das nossas crenças que ao longo de nossas vidas tornam-se atitudes que se transformam em realidade.

Portanto, é a chave que abre todas as portas. É o despertar para si mesmo, parar de acreditar que somos vítimas do mundo e de uma sociedade. Afinal, tudo começa por um pensamento que torna-se realidade . E se somos o que pensamos, me faz lembrar de perguntar à você: O que você pensa à seu respeito ? Você se trata bem? Você já percebeu que o próximo mais próximo de você é você mesmo? Que talvez tudo o que você pensou à seu respeito não tenha nada a ver com o que realmente você é ?

Será que você já sofreu o bastante para ter a coragem de largar o velho e assumir o novo? Esta proposta é para quem está interessado em renovação, em mudar de astral e realmente sentir-se feliz. Você está a fim de sintonizar-se com um astral melhor ? Para isso, só será preciso você estar a fim de despertar para você.


Talvez você não saiba, mas você já é um ser espiritual. Houve uma época que tudo era assunto exclusivo das religiões. Hoje estamos deixando as religiões de lado e nos tornando a nossa própria religião. Esta condição acontece quando nós começamos à respeitar o que sentimos, a nos perceber, desenvolvendo nossos potenciais e usando as funções que Deus nos deu, por exemplo, a dor tem a função de nos alertar que algo está errado em nós, e graças a Deus ela existe, senão já não existiríamos mais, já imaginou você se queimar e não sentir a dor? Então, ela funciona como um guia para nos proteger de não nos machucarmos. Temos também os 5 sentidos que são funções importantíssimas.

Você já parou para sentir Deus dentro de você? O reconhecimento de que Deus está dentro e não fora de nós é a base para nos sentirmos parte do Universo, de tudo o que existe.

Está na hora de reconhecer que esta em nós mesmos todas as respostas, que temos um poder enorme, e precisamos finalmente começar a usar todas as funções maravilhosas que Deus já nos deu.

Estamos todos prontos, mas é preciso colocar consciência nas coisas, doutrinar a nossa mente desvairada que sem freios, capta o inconsciente coletivo, nos deixando a mercê de toda a sorte, sentindo todas as dores do mundo. Somos seres únicos, individuais e diferentes uns dos outros, porque Deus é original e abundante, ele criou muitas variedades e nuances, podemos ser semelhantes, mas nunca iguais. Não existe uma impressão digital igual à outra.

A consciência de que eu preciso fazer a minha parte para que tudo funcione bem na minha vida, é a chave o meu sucesso, da minha prosperidade e é a oportunidade de ser realmente feliz. Acredite, tenha fé tudo o que você quer irá se realizar, basta que para isso, antes você reconheça e sinta em você.

A fé impulsiona a evolução à partir do indivíduo. Sua consciência, em direção ao todo, ao universal, ao amor infinito, à Deus. É uma transformação profunda em nossas crenças e padrões de pensamentos. É a libertação da crítica, do negativismo, da culpa, da impotência. Nova Era é Amor, Respeito, Compaixão, Perdão, Alegria, Força, Harmonia e Paz. É a nossa emancipação de um ciclo de desequilíbrio, é crescimento, é expansão, é em síntese, reconhecer que estamos em Deus.

São Paulo, 13 de março de 2007
Cida Alencar