Deus é muito maior
Teorias sobre novas dimensões fortalecem a ideia de um Criador e sustentador do universo.
A compreensão humana acerca do cosmos começou quando o primeiro homem, Adão, olhou para o céu e reparou que, além do sol e da lua, o firmamento tinha uma infinidade de corpos celestes. Milênios mais tarde, instrumentos óticos rudimentares começaram a ser apontados para o céu, mostrando muito mais do que era possível avistar a olho nu. Primeiro, ampliamos nossa compreensão do universo a partir de um planeta com um céu intrigante acima, para um sistema de corpos celestes ao redor do sol; depois, uma galáxia de estrelas. Agora, sabemos que nossa galáxia, de bilhões de estrelas, é uma diminuta parte do universo que inclui imensas superestruturas que contém milhares de outras galáxias – a “Grande Parede”, como os astrônomos as chamam, estruturas a uma distância inimaginável da Terra, calculada em milhões de anos-luz.
Imaginar tamanha grandeza faz com que a mente mais brilhante torne-se como a de Jó: perplexa. Afligido, com o consentimento divino, pelas mais terríveis situações que podem acometer um ser humano, Jó tentou entender os desígnios divinos e foi duramente questionado pelo Senhor, que o desafiou a compreender o funcionamento das estrelas – uma dimensão, evidentemente, muito além do entendimento. Cientistas e filósofos reconhecem que nossa ideia de universo ainda é pequena para a mente infinita de Deus. “A criação é mais vasta do que pudemos compreender até agora”, diz Gerald Cleaver, professor de física da Universidade Baylor, nos Estados Unidos. “Nós, como seres humanos, passamos por fases, compreendendo que a realidade é bem maior do que antes.”
Cleaver e diversos colegas igualmente brilhantes acreditam que a humanidade precisará ampliar sua visão do universo ainda mais: “A vastidão da realidade nos faz apreciar a vastidão do Criador”, diz Robin Collins, professor de filosofia do Messiah College, na Pensilvânia (EUA). “Entro em contato com isso apenas pensando sobre o próprio universo. É um ícone para mim”. Cleaver e Collins dizem que podemos estar mais próximos do que nunca de uma questão básica entre Deus e Jó, expressa na pergunta do Criador a seu servo sofredor: “Você conhece as leis dos céus?” (Jó 38:33). Eles trabalham com uma vertente teórica da física chamada teoria das cordas, especificamente Teoria M – a mesma base de pensamento que deu ao astrofísico britânico Stephen Hawking, um dos maiores gênios da atualidade, a ousadia para declarar, em seu último livro The great design (“O grande projeto”), escrito com Leonard Mlodinow, que a filosofia e Deus são desnecessários.
“Para mim, a Teoria M apresenta um Deus cristão com uma habilidade criativa muito maior do que aquela que jamais pudemos imaginar”, conclui Cleaver. Isso porque a teoria das cordas é tão simples como uma explicação lírica e musical. Cada partícula do universo era como uma pequena e unidimensional corda de violino. As diferentes partículas existiam por causa das diversas maneiras pelas quais uma corda poderia vibrar. Físicos dizem que, assim como vibrações diferentes são produzidas nas cordas de um violino, as vibrações destas cordas podem produzir elétrons e assim por diante. É dessa forma, diz a teoria, que o universo funcionava.
ACIMA DOS CÉUS
Naqueles dias, nos anos 1990, os debates sobre as propriedades exatas das cordas criaram cinco teorias competitivas acerca do tema. Edward Witten, da Universidade Princeton, descobriu uma forma de moldá-las juntas, mas o resultado não era mais uma teoria das cordas. Uma nova tese então surgiu, a chamada Teoria M, que ainda permanece um rascunho tanto, que nem mesmo os teóricos chegaram a alguma conclusão sobre o que poderia ser a letra M. Pode significar, por exemplo, “membrana”. Nos antigos tempos de teoria das cordas, muitos estudiosos chegaram a acreditar que o espaço teria dez dimensões: as três direções que podemos ver; uma quarta, o tempo; e seis dimensões espaciais, diminutas, ao nível das partículas – e só podem ser percebidas por essas “cordas”. Pois a Teoria M inclui na lista uma décima primeira dimensão, na qual muitas outras coisas parecem acontecer. Além das cordas unidimensionais, a décima primeira dimensão revelou objetos multidimensionais, em membranas duplicadas (são chamadas de p-branas, na versão resumida).
Imperceptíveis para nós em nossa capacidade tridimensional, p-branas podem ser tão pequenas quanto cordas ou tão grandes quanto o universo. Na realidade, alguns sugeriram que nosso universo é uma grande p-brana dentro de uma realidade muito maior. A metáfora do violino não parece encapsular tudo isso. Mas, se os experimentos se provarem verdadeiros, a Teoria M pode resolver diversos problemas técnicos que têm mantido cientistas encafifados na tentativa de criar uma unificada “Teoria do Tudo”. No momento, a Teoria M é a melhor oportunidade que os estudiosos têm de chegar a um desenho completo do universo (ver abaixo). Alguns teóricos da Teoria M, Cleaver inclusive, pensam que esse conhecimento pode levar além: o universo inteiro – planetas, estrelas, galáxias, a Grande Parede e tudo o mais – seria apenas uma “bolha” no oceano da existência, coberta com muitas outras coisas.
A vastidão e a multiplicidade do universo torna possível, na Teoria M, uma diversidade de possibilidades e realidades – talvez, mais de 10 mil possibilidades. Não podemos nem alcançá-las e apenas algumas destas realidades seriam capazes de hospedar a vida humana. Isso, sem falar que muitos estudiosos creem firmemente que o universo está sendo continuamente criado – e poderá ser destruído quando essas p-branas colidirem umas com as outras.
De acordo com Hawking, tanta vastidão e diversidade elimina a necessidade de Deus. “A Teoria M diz que muitos universos foram criados do nada”, ele escreve em seu último livro. “Sua criação não precisou de intervenções sobrenaturais ou de um deus. Ao invés disso, essa multiplicidade de universos é gerada naturalmente de leis da física”. Mas o filósofo Robin Collins diz que Hawking não pode escapar de Deus tão facilmente: se o universo surgiu das leis da física, quem estabeleceu tais leis? E por que essa multiplicidade do universo funciona da maneira como funciona? Tentar aplicar a ciência para a questão de Deus, diz Collins, “é onde os cientistas estão tropeçando em sua área de competência”.
“Um dos problemas com estes argumentos é o fato de que colocam Deus em uma caixa pequena demais”, diz Cleaver. “São teorias que retratam a Deus como alguém que apenas preenche as lacunas que a ciência não consegue explicar. Como teístas, precisamos perceber o Criador como a fonte primária; assim, as leis fundamentais da física tornam-se secundárias”. Para o professor, a Teoria M, com sua variedade, momentos ininterruptos e talvez infinitos de novas criações, faz total sentido quando relacionado ao trabalho de um Deus que cria eternamente. “Se Deus é verdadeiramente eterno, infinito e coerente”, Cleaver escreveu em um trabalho de 2006, “devemos esperar que crie eternamente e infinitamente, ou então acreditar que não crie nada de uma vez por todas”. Seria um cientista tropeçando em questões filosóficas? Talvez. Mas Collins expressou pensamentos similares. “Paulo diz no primeiro capítulo da Epístola aos Romanos que a natureza e a criação manifestam os atributos eternos de Deus, seu poder eterno e infinito. Um ser infinitamente criativo pode elaborar mais de um universo; na realidade, muitos deles, e talvez até outros tipos de realidade”.
Trevor Persaud
terça-feira, 21 de junho de 2011
Teoria das Supercordas
Em 1919 o físico e matemático alemão Theodor Franz Eduard Kaluza propôs uma teoria controvertida, segundo a qual o Universo seria composto não apenas de três dimensões espaciais. Da mesma forma que o sueco Oskar Klein, ele previu pelo menos uma esfera a mais, distinta das outras – largura, altura, comprimento – por configurar um formato circular constituído por um raio minúsculo.
Na teoria elaborada por estes cientistas já se visualiza a presença de partículas de cargas opostas circulando em sentidos contrários – as negativas, tais como os elétrons, caminham na direção horária, enquanto as positivas, como os pósitrons, se movem no sentido anti-horário. Algumas partículas se mantêm estáveis no que se refere a esta nova dimensão, configurando uma carga zero, é o caso dos neutrinos.
Este esboço teórico ainda não consegue conciliar a mecânica quântica, a qual trabalha com as subpartículas atômicas, e a teoria da relatividade, de Einstein, que atua em esferas mais amplas, como, por exemplo, com estrelas e galáxias. Meio século depois, porém, nasce uma nova teoria que alcança este objetivo, unir os dois principais sustentáculos da Física Moderna.
A Teoria das Supercordas, fruto do século XX, postula a idéia de que o quark, a mínima partícula encontrada nas camadas subatômicas, é tecido por supercordas, fios energéticos que, ao vibrarem, determinam como será a natureza do núcleo atômico ao qual estão conectados, definindo desta forma como atuará a partícula que contém esta energia vibracional. Desta forma é possível aliar os mecanismos que regem a Teoria de Einstein e as leis da Mecânica Quântica.
Parte-se da constatação científica de que existem, na verdade, 11 dimensões, três de natureza espacial, uma temporal e sete recurvadas, as quais incorporam também massa atômica e carga elétrica, entre outras características. Estas outras esferas não seriam visíveis, como sugerem os estudiosos desta teoria, por não captarem a luz, essencial para que possamos ver e conhecer.
A realidade humana, portanto, se desenrola apenas nas três dimensões às quais o Homem já está habituado, pois apenas elas filtram a radiação luminar necessária para nossa visão e compreensão do universo familiar. As demais esferas constituem, portanto, realidades paralelas.
As investigações sobre as Supercordas principiaram nos anos 60, contando com a atuação de inúmeros físicos para sua constituição enquanto teoria científica. Pretende-se com este corpo teórico explicar tudo, englobando todos os fenômenos físicos, e assim conectar definitivamente a Teoria da Relatividade e a Física Quântica em um único bloco da disciplina matemática.
A Teoria das Supercordas seria colocada à prova em 2007, quando se concluiu a construção, na Suíça, do maior acelerador de partículas do Planeta, o Large Hadron Collider, que testaria um dos conceitos-chave desta nova ciência, a supersimetria. A experiência, até o momento, não foi concretizada.
De acordo com esta idéia, para cada subpartícula estudada, há uma contraparte que a completa simetricamente. A outra partícula, ainda não acessível ao conhecimento humano, é supostamente mais densa que as convencionais, assim ela requer uma energia maior para ser produzida. Espera-se que o colisor suíço seja poderoso o suficiente para criar esta subpartícula e assim contribua para comprovar cientificamente a Teoria das Supercordas.
Fontes:
http://www.guia.heu.nom.br/supercordas_e_dimensao_psi.htm
Na teoria elaborada por estes cientistas já se visualiza a presença de partículas de cargas opostas circulando em sentidos contrários – as negativas, tais como os elétrons, caminham na direção horária, enquanto as positivas, como os pósitrons, se movem no sentido anti-horário. Algumas partículas se mantêm estáveis no que se refere a esta nova dimensão, configurando uma carga zero, é o caso dos neutrinos.
Este esboço teórico ainda não consegue conciliar a mecânica quântica, a qual trabalha com as subpartículas atômicas, e a teoria da relatividade, de Einstein, que atua em esferas mais amplas, como, por exemplo, com estrelas e galáxias. Meio século depois, porém, nasce uma nova teoria que alcança este objetivo, unir os dois principais sustentáculos da Física Moderna.
A Teoria das Supercordas, fruto do século XX, postula a idéia de que o quark, a mínima partícula encontrada nas camadas subatômicas, é tecido por supercordas, fios energéticos que, ao vibrarem, determinam como será a natureza do núcleo atômico ao qual estão conectados, definindo desta forma como atuará a partícula que contém esta energia vibracional. Desta forma é possível aliar os mecanismos que regem a Teoria de Einstein e as leis da Mecânica Quântica.
Parte-se da constatação científica de que existem, na verdade, 11 dimensões, três de natureza espacial, uma temporal e sete recurvadas, as quais incorporam também massa atômica e carga elétrica, entre outras características. Estas outras esferas não seriam visíveis, como sugerem os estudiosos desta teoria, por não captarem a luz, essencial para que possamos ver e conhecer.
A realidade humana, portanto, se desenrola apenas nas três dimensões às quais o Homem já está habituado, pois apenas elas filtram a radiação luminar necessária para nossa visão e compreensão do universo familiar. As demais esferas constituem, portanto, realidades paralelas.
As investigações sobre as Supercordas principiaram nos anos 60, contando com a atuação de inúmeros físicos para sua constituição enquanto teoria científica. Pretende-se com este corpo teórico explicar tudo, englobando todos os fenômenos físicos, e assim conectar definitivamente a Teoria da Relatividade e a Física Quântica em um único bloco da disciplina matemática.
A Teoria das Supercordas seria colocada à prova em 2007, quando se concluiu a construção, na Suíça, do maior acelerador de partículas do Planeta, o Large Hadron Collider, que testaria um dos conceitos-chave desta nova ciência, a supersimetria. A experiência, até o momento, não foi concretizada.
De acordo com esta idéia, para cada subpartícula estudada, há uma contraparte que a completa simetricamente. A outra partícula, ainda não acessível ao conhecimento humano, é supostamente mais densa que as convencionais, assim ela requer uma energia maior para ser produzida. Espera-se que o colisor suíço seja poderoso o suficiente para criar esta subpartícula e assim contribua para comprovar cientificamente a Teoria das Supercordas.
Fontes:
http://www.guia.heu.nom.br/supercordas_e_dimensao_psi.htm
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