sábado, 11 de junho de 2011
O Princípio da Incerteza
A partir dessa teoria encontramos o determinismo do cientista francês, marquês de Laplace, no início do século XIX, ao argumentar que o universo era absolutamente determinístico. O determinismo parece bastante óbvio neste caso, mas Laplace foi além, ao assumir que existem leis similares governando tudo mais, inclusive o comportamento humano. A doutrina do determinismo científico foi fortemente rejeitada por quem julgava que ela infringia a liberdade divina de interferência de mundo. Temos também o princípio da incerteza formulada pelo cientista alemão Werner Heisenberg. A fim de prever a posição e a velocidade futuras de uma partícula, devemos ser capazes de medir, com precisão, sua posição e velocidades atuais. O princípio da incerteza de Heisenberg é uma propriedade fundamental e inescapável do mundo. Esse princípio teve profundas implicações na forma de percepção do mundo que, mesmo ultrapassados cinqüenta anos, ainda não foram completamente examinadas pelos filósofos e se mantêm na pauta de muitas controvérsias. Heisenberg, Erwin Schrödinger e Paul Dirac, na década de vinte, reformularam a mecânica através de uma nova teoria, chamada mecânica quântica, baseada no princípio da incerteza. Segundo ela, as partículas não teriam posições e velocidades separadas e bem definidas que não pudessem ser observadas. Em vez disso, apresentam-se em estado quântico, que é a combinação de posição e velocidade. De modo geral, a mecânica quântica não prevê um único resultado definido para uma observação, mas um número de diferentes e possíveis resultados. A mecânica quântica introduz um inevitável elemento de imprevisibilidade ou causalidade na ciência. Einstein contestou fortemente esse aspecto. Sendo assim, ele jamais aceitou que o universo fosse comandado pelo acaso; seus sentimentos sintetizavam-se em sua famosa afirmação: “Deus não joga dados”. Muitos outros cientistas, entretanto, tendiam aceitar a mecânica quântica porque ela se adequava perfeitamente aos experimentos. Na verdade, foi uma teoria extremamente bem-sucedida e sustenta quase toda a ciência e a tecnologia modernas. As únicas áreas da física às quais a mecânica quântica ainda não foi adequadamente incorporada são a gravidade e a macroestrutura do universo. A teoria da mecânica quântica se baseia num tipo de matemática completamente novo que também não descreve o mundo real em termos de partículas e ondas. Existe na mecânica, portanto, uma dualidade entre ondas e partículas: para alguns propósitos é útil pensar nas partículas como ondas, e para outros, é melhor pensar nas ondas como partículas. O grande problema era que as leis da mecânica e da eletricidade, antes da mecânica quântica, previam que os elétrons perdiam energia e, então, se moviam em espiral para dentro, até colidirem com o núcleo. Isto significava que o átomo, e toda matéria, deveria rapidamente colapsar num estado de densidade muito elevada. Uma solução parcial para este problema foi encontrada pelo cientista dinamarquês Niels Bohr em 1913. Este modelo explica bastante bem a estrutura do átomo mais simples, hidrogênio, que apresenta apenas um elétron girando em torno do núcleo. A nova teoria da mecânica Quântica eliminou essa dificuldade; revelou que um elétron, girando em torno do núcleo, pode ser considerado como uma onda, com comprimento que depende de sua velocidade. A teoria da relatividade geral, de Einstein, parece comandar a estrutura macro do universo. É o que se chama uma teoria clássica; isto é, ela não dá conta do princípio da incerteza da mecânica quântica, como deveria fazer, para ter consistência com outras teorias. A razão pela qual ela não é discrepante face à observação é que todos os campos gravitacionais que experimentamos normalmente são fracos. Entretanto, os teoremas da singularidade, indicam que o campo gravitacional deve ser muito forte em, pelo menos, duas situações – Buraco Negro e big Bang. Nestes campos fortes, os efeitos da mecânica quântica são importantes. Assim, num certo sentido, a clássica relatividade geral, através de previsões de pontos de densidade infinita, prevê seu próprio esfacelamento, exatamente como a mecânica clássica previu o seu, ao sugerir que os átomos deveriam colapsar até a densidade infinita. Infelizmente ainda não temos uma teoria completa e consistente que unifique a relatividade geral e a mecânica quântica.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
"Deus Não Está Morto"
Cientista usa física quântica para provar que Deus existe
Deus existe e a ciência está descobrindo evidências de sua existência. Quem afirma é Amit Goswami, filho de um guru hinduísta e hoje referência mundial em estudos que buscam conciliar ciência e espiritualidade. Mas, para esse pós-doutor em física quântica, não se trata do conceito popular de Deus, o poderoso imperador em um trono no céu, a distribuir curas, perdões e castigos. O Deus a que ele se refere pode ser chamado de consciência quântica, mas há quem prefira campo quântico ou campo akáshico.
Divulgação
Amor é a maior evidência da existência de Deus, diz livro
Amor é a maior evidência da existência de Deus, diz livro
Em "Deus Não Está Morto" (Aleph), ele afirma que, para começo de conversa, há muito mais do que matéria no universo ao contrário do que pensa a ciência tradicional. Segundo Goswami, tão antiga quanto o homem, essa questão até então não resolvida encontra agora respaldo científico e pode ser demonstrada a partir da evidência de uma consciência maior, com poderes causais, ou seja, de intervenção, e um corpo sutil, não material.
O problema, segundo Amit Goswami é que a fundamentação da existência divina está na física quântica, o que para a maioria é como ouvir grego. Por isso, diz ele, a mensagem demora a penetrar nas consciências. O objetivo do livro, então, seria acelerar essa nova aceitação de Deus e incentivar a que se demonstrem essas evidências também no âmbito da ciência tradicional. Para isso, Goswami compra briga com os que ele chama céticos, representados pelo cientista materialista, o teólogo cristão e o filósofo ocidental.
Para tentar entender mais o tema, afivele o cinto de segurança. Já sabemos, o Deus de que Goswami fala é a consciência quântica. Na física quântica, os objetos não são coisas determinadas. São, na verdade, possibilidades dentre as quais a consciência quântica, Deus, escolhe uma. A escolha de Deus, então, transforma essa possibilidade quântica em evento real, experimentado por um observador. Segundo o autor, isso já foi comprovado por experimentos objetivos, tanto no mundo micro como no macro.
De acordo com o livro "Deus Não Está Morto" , o amor é uma das qualidades divinas e, assim, a maior evidência da existência de Deus. Para Goswami mundialmente conhecido ao expor suas ideias no filme What the bleep do we know?, ou, Quem somos nós? - a hipótese quântica de Deus resolve de uma só vez todos os mistérios ainda não solucionados da biologia, como a origem da vida, a evolução, os sentimentos (como o amor) e a consciência. Além disso, coloca a ética e os valores em seu devido lugar: "no centro de nossas vidas e sociedades".
ARIADNE ARAÚJO
Deus existe e a ciência está descobrindo evidências de sua existência. Quem afirma é Amit Goswami, filho de um guru hinduísta e hoje referência mundial em estudos que buscam conciliar ciência e espiritualidade. Mas, para esse pós-doutor em física quântica, não se trata do conceito popular de Deus, o poderoso imperador em um trono no céu, a distribuir curas, perdões e castigos. O Deus a que ele se refere pode ser chamado de consciência quântica, mas há quem prefira campo quântico ou campo akáshico.
Divulgação
Amor é a maior evidência da existência de Deus, diz livro
Amor é a maior evidência da existência de Deus, diz livro
Em "Deus Não Está Morto" (Aleph), ele afirma que, para começo de conversa, há muito mais do que matéria no universo ao contrário do que pensa a ciência tradicional. Segundo Goswami, tão antiga quanto o homem, essa questão até então não resolvida encontra agora respaldo científico e pode ser demonstrada a partir da evidência de uma consciência maior, com poderes causais, ou seja, de intervenção, e um corpo sutil, não material.
O problema, segundo Amit Goswami é que a fundamentação da existência divina está na física quântica, o que para a maioria é como ouvir grego. Por isso, diz ele, a mensagem demora a penetrar nas consciências. O objetivo do livro, então, seria acelerar essa nova aceitação de Deus e incentivar a que se demonstrem essas evidências também no âmbito da ciência tradicional. Para isso, Goswami compra briga com os que ele chama céticos, representados pelo cientista materialista, o teólogo cristão e o filósofo ocidental.
Para tentar entender mais o tema, afivele o cinto de segurança. Já sabemos, o Deus de que Goswami fala é a consciência quântica. Na física quântica, os objetos não são coisas determinadas. São, na verdade, possibilidades dentre as quais a consciência quântica, Deus, escolhe uma. A escolha de Deus, então, transforma essa possibilidade quântica em evento real, experimentado por um observador. Segundo o autor, isso já foi comprovado por experimentos objetivos, tanto no mundo micro como no macro.
De acordo com o livro "Deus Não Está Morto" , o amor é uma das qualidades divinas e, assim, a maior evidência da existência de Deus. Para Goswami mundialmente conhecido ao expor suas ideias no filme What the bleep do we know?, ou, Quem somos nós? - a hipótese quântica de Deus resolve de uma só vez todos os mistérios ainda não solucionados da biologia, como a origem da vida, a evolução, os sentimentos (como o amor) e a consciência. Além disso, coloca a ética e os valores em seu devido lugar: "no centro de nossas vidas e sociedades".
ARIADNE ARAÚJO
terça-feira, 7 de junho de 2011
Física Quantica e Teologia
BURACOS NEGROS, FÍSICA QUÂNTICA E TEOLOGIA
A ciência e a teologia mantêm um relacionamento delicado desde a época de Galileu e Copérnico. Em alguns aspectos o cristianismo não conseguiu se recuperar por completo da revolução cosmológica que retirou a humanidade do centro do universo e a confinou a uma posição insignificante. Talvez seja em decorrência desta postura de resistência aos avanços científicos, que poucos pensadores cristãos da atualidade parecem beneficiar-se com o notável desenvolvimento da física moderna. À sua maneira, Einstein, Bohr e mais recentemente Hawkins empreenderam uma revolução tão espetacular quanto a de Copérnico, embora em direções novas, chocantes para muitos.
Para começar, não apenas a humanidade, mas cada indivíduo, homem ou mulher, recuperou, através da física moderna, sua posição de figura central na história do universo. Na física de Newton, os indivíduos não ocupam um lugar especial no universo, exceto como participantes ocasionais no fenômeno estabelecido de causa e efeito. Mas alguns cientistas do século XX defendem que a própria realidade da ocorrência de um evento depende da existência de um observador.
O leigo rapidamente perde o entusiasmo no Reino Encantado da relatividade e da física quântica. Alguém nos ensina que nossa poltrona favorita é formada por grandes espaços vazios preenchidos por alguns átomos que giram a toda velocidade. Ainda assim nós a vemos como um objeto sólido e assentamo-nos nela. Aprendemos que o tempo varia, dependendo da força da gravidade e do movimento, e que um astronauta que parta para o espaço poderá retornar à Terra trinta e seis anos mais novo que o seu irmão gêmeo que aqui permaneceu. Parece melhor deixar de lado este mundo estonteante da física moderna, com suas equações tão longas que vão de uma ponta à outra do quadro-negro e com seus termos amedrontadores como antimatéria, espuma quântica e buraco-negro. Pensando bem, é melhor depender do bom e velho Newton.
Mas os cristãos não devem voltar as costas à física moderna com tanta facilidade, porque muitos de seus princípios sobre a natureza do tempo e do espaço foram provados por físicos e cientistas empreendedores. Além disso, estas descobertas notáveis apresentam novos caminhos para a compreensão de algumas doutrinas teológicas mais complicadas.
Pensemos em uma destas doutrinas: Deus não está preso ao tempo. Os cristãos vêm repetindo, há muitos e muitos anos que 'Aos olhos de Deus mil anos são como um dia' (2Pe 3.8), expressando sua convicção de que a visão de Deus sobre o tempo é diferente da nossa. Dizemos que Ele está além do tempo e do espaço. Para nós, a história humana é uma seqüência de quadros fixos, apresentados um após outro, como um filme. Mas Deus vê o filme inteiro de uma só vez. Embora os cristãos repitam esta crença e quase todos os teólogos, desde Agostinho, tenham-se ocupado dela, poucos a conseguem entender por completo.
Aparece a física moderna. Hoje nos ensinam que o tempo depende do movimento e da posição relativa do observador. Tomemos um exemplo bem primitivo. Olhando para o céu, às 15h 12min, vejo uma estrela brilhante, o sol, que paira no espaço a uma distância de cerca de 150 milhões de quilômetros. Na verdade, a luz que vejo partiu da estrela há 500 segundos, e viajou à velocidade de 300.000km/s, embora eu não me dê conta de estar enxergando o resultado do que aconteceu no astro às 15h 04min (horário da Terra). Se o sol subitamente desaparecesse em face de um ataque furtivo de um buraco-negro voraz, eu só saberia oito minutos depois, quando o céu ficaria escuro e eu gritaria:
- O sol foi embora! - e me prepararia para a extinção da vida na Terra.
Imagine agora uma pessoa muito grande, quero dizer, muito grande mesmo, cuja abertura entre os pés medisse, digamos, 150 milhões de quilômetros. Esta pessoa põe o pé esquerdo na Terra e o direito, com um sapato de amianto, no sol. Subitamente, bate o pé direito. Imediatamente, as labaredas solares espalham-se em todas as direções e o sol expele gases. Oito minutos depois eu, aqui na Terra, percebo a mudança dramática do sol.
Mas estou preso na Terra. A pessoa imensa existe parcialmente aqui e parcialmente no sol, sua consciência engloba os dois lugares. Embora parte de seu ser esteja na Terra, tem pleno conhecimento do movimento do pé direito oito minutos antes de todas as outras pessoas na terra. Pergunta-se então, o que é o tempo para esta pessoa imensa? Depende da perspectiva. Faça um esforço mental ainda maior e imagine um Ser tão grande quanto o universo, que existe ao mesmo tempo no planeta Terra e numa galáxia a milhões de anos-luz de distância. Se uma estrela explode nesta galáxia distante, o Ser sabe no mesmo instante, e mesmo assim ainda verá o evento na Terra, milhões de anos depois, como se tivesse acontecido naquele instante. Aliás, muitas estrelas que vemos à noite podem ter se extinguido ou terem sido engolidas por buracos-negros, mas a sua luz continua chegando até o nosso planeta, mesmo que fisicamente elas não existam mais.
A analogia que fiz uso não é exata, porque tolhe este Ser no espaço, embora o liberte do tempo. Mas pode nos dar uma idéia quanto à perspectiva limitada do conceito de tempo adotado em nosso planeta, no qual se afirma que 'primeiro acontece A e depois B'.
Deus, acima tanto do tempo quanto do espaço, pode ver o que acontece na Terra de um modo que só nos cabe imaginar. Esta linha de pensamento joga luz sobre debates muito antigos sobre a onisciência, presciência, livre-arbítrio e determinismo. Um termo como 'presciência' só tem sentido quando considerado do nosso ponto de vista limitado à Terra, pois presume que o tempo é uma seqüência de fatos, um após outro. Do ponto de vista de Deus, que engloba todo o universo de uma só vez, o significado da palavra é consideravelmente diverso. Falando com precisão, Deus não 'prevê' os acontecimentos. Ele simplesmente os vê, em um presente eterno.
A eternidade é apenas uma das muitas doutrinas que recebem luz através dos avanços da física moderna. Os novos teólogos poderiam tirar proveito se estudassem a teoria dos universos paralelos, usando-a para investigar o problema do mal. A teoria da interconexão de toda a matéria e energia seria útil para abordar as palavras bíblicas sobre a união entre os que crêem. A teoria que trata de como a consciência afeta a matéria poderia trazer esclarecimentos sobre o poder da oração. A maioria de nós carece de um conhecimento qualificado que nos oriente na compreensão de muitos destes mistérios. Os zen budistas aproveitaram a oportunidade e publicaram obras sobre como suas crenças se adaptam aos conceitos contemporâneos da física. Espero que repensemos nossos conceitos, muitos dos quais, ainda medievais. A fé religiosa, assim como a matéria, enfrenta constantemente o perigo de ser engolida por um buraco-negro.
Extraído da revista Cristianity Today.
A ciência e a teologia mantêm um relacionamento delicado desde a época de Galileu e Copérnico. Em alguns aspectos o cristianismo não conseguiu se recuperar por completo da revolução cosmológica que retirou a humanidade do centro do universo e a confinou a uma posição insignificante. Talvez seja em decorrência desta postura de resistência aos avanços científicos, que poucos pensadores cristãos da atualidade parecem beneficiar-se com o notável desenvolvimento da física moderna. À sua maneira, Einstein, Bohr e mais recentemente Hawkins empreenderam uma revolução tão espetacular quanto a de Copérnico, embora em direções novas, chocantes para muitos.
Para começar, não apenas a humanidade, mas cada indivíduo, homem ou mulher, recuperou, através da física moderna, sua posição de figura central na história do universo. Na física de Newton, os indivíduos não ocupam um lugar especial no universo, exceto como participantes ocasionais no fenômeno estabelecido de causa e efeito. Mas alguns cientistas do século XX defendem que a própria realidade da ocorrência de um evento depende da existência de um observador.
O leigo rapidamente perde o entusiasmo no Reino Encantado da relatividade e da física quântica. Alguém nos ensina que nossa poltrona favorita é formada por grandes espaços vazios preenchidos por alguns átomos que giram a toda velocidade. Ainda assim nós a vemos como um objeto sólido e assentamo-nos nela. Aprendemos que o tempo varia, dependendo da força da gravidade e do movimento, e que um astronauta que parta para o espaço poderá retornar à Terra trinta e seis anos mais novo que o seu irmão gêmeo que aqui permaneceu. Parece melhor deixar de lado este mundo estonteante da física moderna, com suas equações tão longas que vão de uma ponta à outra do quadro-negro e com seus termos amedrontadores como antimatéria, espuma quântica e buraco-negro. Pensando bem, é melhor depender do bom e velho Newton.
Mas os cristãos não devem voltar as costas à física moderna com tanta facilidade, porque muitos de seus princípios sobre a natureza do tempo e do espaço foram provados por físicos e cientistas empreendedores. Além disso, estas descobertas notáveis apresentam novos caminhos para a compreensão de algumas doutrinas teológicas mais complicadas.
Pensemos em uma destas doutrinas: Deus não está preso ao tempo. Os cristãos vêm repetindo, há muitos e muitos anos que 'Aos olhos de Deus mil anos são como um dia' (2Pe 3.8), expressando sua convicção de que a visão de Deus sobre o tempo é diferente da nossa. Dizemos que Ele está além do tempo e do espaço. Para nós, a história humana é uma seqüência de quadros fixos, apresentados um após outro, como um filme. Mas Deus vê o filme inteiro de uma só vez. Embora os cristãos repitam esta crença e quase todos os teólogos, desde Agostinho, tenham-se ocupado dela, poucos a conseguem entender por completo.
Aparece a física moderna. Hoje nos ensinam que o tempo depende do movimento e da posição relativa do observador. Tomemos um exemplo bem primitivo. Olhando para o céu, às 15h 12min, vejo uma estrela brilhante, o sol, que paira no espaço a uma distância de cerca de 150 milhões de quilômetros. Na verdade, a luz que vejo partiu da estrela há 500 segundos, e viajou à velocidade de 300.000km/s, embora eu não me dê conta de estar enxergando o resultado do que aconteceu no astro às 15h 04min (horário da Terra). Se o sol subitamente desaparecesse em face de um ataque furtivo de um buraco-negro voraz, eu só saberia oito minutos depois, quando o céu ficaria escuro e eu gritaria:
- O sol foi embora! - e me prepararia para a extinção da vida na Terra.
Imagine agora uma pessoa muito grande, quero dizer, muito grande mesmo, cuja abertura entre os pés medisse, digamos, 150 milhões de quilômetros. Esta pessoa põe o pé esquerdo na Terra e o direito, com um sapato de amianto, no sol. Subitamente, bate o pé direito. Imediatamente, as labaredas solares espalham-se em todas as direções e o sol expele gases. Oito minutos depois eu, aqui na Terra, percebo a mudança dramática do sol.
Mas estou preso na Terra. A pessoa imensa existe parcialmente aqui e parcialmente no sol, sua consciência engloba os dois lugares. Embora parte de seu ser esteja na Terra, tem pleno conhecimento do movimento do pé direito oito minutos antes de todas as outras pessoas na terra. Pergunta-se então, o que é o tempo para esta pessoa imensa? Depende da perspectiva. Faça um esforço mental ainda maior e imagine um Ser tão grande quanto o universo, que existe ao mesmo tempo no planeta Terra e numa galáxia a milhões de anos-luz de distância. Se uma estrela explode nesta galáxia distante, o Ser sabe no mesmo instante, e mesmo assim ainda verá o evento na Terra, milhões de anos depois, como se tivesse acontecido naquele instante. Aliás, muitas estrelas que vemos à noite podem ter se extinguido ou terem sido engolidas por buracos-negros, mas a sua luz continua chegando até o nosso planeta, mesmo que fisicamente elas não existam mais.
A analogia que fiz uso não é exata, porque tolhe este Ser no espaço, embora o liberte do tempo. Mas pode nos dar uma idéia quanto à perspectiva limitada do conceito de tempo adotado em nosso planeta, no qual se afirma que 'primeiro acontece A e depois B'.
Deus, acima tanto do tempo quanto do espaço, pode ver o que acontece na Terra de um modo que só nos cabe imaginar. Esta linha de pensamento joga luz sobre debates muito antigos sobre a onisciência, presciência, livre-arbítrio e determinismo. Um termo como 'presciência' só tem sentido quando considerado do nosso ponto de vista limitado à Terra, pois presume que o tempo é uma seqüência de fatos, um após outro. Do ponto de vista de Deus, que engloba todo o universo de uma só vez, o significado da palavra é consideravelmente diverso. Falando com precisão, Deus não 'prevê' os acontecimentos. Ele simplesmente os vê, em um presente eterno.
A eternidade é apenas uma das muitas doutrinas que recebem luz através dos avanços da física moderna. Os novos teólogos poderiam tirar proveito se estudassem a teoria dos universos paralelos, usando-a para investigar o problema do mal. A teoria da interconexão de toda a matéria e energia seria útil para abordar as palavras bíblicas sobre a união entre os que crêem. A teoria que trata de como a consciência afeta a matéria poderia trazer esclarecimentos sobre o poder da oração. A maioria de nós carece de um conhecimento qualificado que nos oriente na compreensão de muitos destes mistérios. Os zen budistas aproveitaram a oportunidade e publicaram obras sobre como suas crenças se adaptam aos conceitos contemporâneos da física. Espero que repensemos nossos conceitos, muitos dos quais, ainda medievais. A fé religiosa, assim como a matéria, enfrenta constantemente o perigo de ser engolida por um buraco-negro.
Extraído da revista Cristianity Today.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Metafísica e Espiritualidade
Metafísica e Espiritualidade
A Metafísica significa tudo o que vai além do físico; o ser, visto como um todo, corpo, mente e espírito. Visa o despertar do indivíduo para si mesmo, compreendendo que somos completamente responsáveis pelo nosso destino. É o estudo das nossas crenças que ao longo de nossas vidas tornam-se atitudes que se transformam em realidade.
Portanto, é a chave que abre todas as portas. É o despertar para si mesmo, parar de acreditar que somos vítimas do mundo e de uma sociedade. Afinal, tudo começa por um pensamento que torna-se realidade . E se somos o que pensamos, me faz lembrar de perguntar à você: O que você pensa à seu respeito ? Você se trata bem? Você já percebeu que o próximo mais próximo de você é você mesmo? Que talvez tudo o que você pensou à seu respeito não tenha nada a ver com o que realmente você é ?
Será que você já sofreu o bastante para ter a coragem de largar o velho e assumir o novo? Esta proposta é para quem está interessado em renovação, em mudar de astral e realmente sentir-se feliz. Você está a fim de sintonizar-se com um astral melhor ? Para isso, só será preciso você estar a fim de despertar para você.
Talvez você não saiba, mas você já é um ser espiritual. Houve uma época que tudo era assunto exclusivo das religiões. Hoje estamos deixando as religiões de lado e nos tornando a nossa própria religião. Esta condição acontece quando nós começamos à respeitar o que sentimos, a nos perceber, desenvolvendo nossos potenciais e usando as funções que Deus nos deu, por exemplo, a dor tem a função de nos alertar que algo está errado em nós, e graças a Deus ela existe, senão já não existiríamos mais, já imaginou você se queimar e não sentir a dor? Então, ela funciona como um guia para nos proteger de não nos machucarmos. Temos também os 5 sentidos que são funções importantíssimas.
Você já parou para sentir Deus dentro de você? O reconhecimento de que Deus está dentro e não fora de nós é a base para nos sentirmos parte do Universo, de tudo o que existe.
Está na hora de reconhecer que esta em nós mesmos todas as respostas, que temos um poder enorme, e precisamos finalmente começar a usar todas as funções maravilhosas que Deus já nos deu.
Estamos todos prontos, mas é preciso colocar consciência nas coisas, doutrinar a nossa mente desvairada que sem freios, capta o inconsciente coletivo, nos deixando a mercê de toda a sorte, sentindo todas as dores do mundo. Somos seres únicos, individuais e diferentes uns dos outros, porque Deus é original e abundante, ele criou muitas variedades e nuances, podemos ser semelhantes, mas nunca iguais. Não existe uma impressão digital igual à outra.
A consciência de que eu preciso fazer a minha parte para que tudo funcione bem na minha vida, é a chave o meu sucesso, da minha prosperidade e é a oportunidade de ser realmente feliz. Acredite, tenha fé tudo o que você quer irá se realizar, basta que para isso, antes você reconheça e sinta em você.
A fé impulsiona a evolução à partir do indivíduo. Sua consciência, em direção ao todo, ao universal, ao amor infinito, à Deus. É uma transformação profunda em nossas crenças e padrões de pensamentos. É a libertação da crítica, do negativismo, da culpa, da impotência. Nova Era é Amor, Respeito, Compaixão, Perdão, Alegria, Força, Harmonia e Paz. É a nossa emancipação de um ciclo de desequilíbrio, é crescimento, é expansão, é em síntese, reconhecer que estamos em Deus.
São Paulo, 13 de março de 2007
Cida Alencar
A Metafísica significa tudo o que vai além do físico; o ser, visto como um todo, corpo, mente e espírito. Visa o despertar do indivíduo para si mesmo, compreendendo que somos completamente responsáveis pelo nosso destino. É o estudo das nossas crenças que ao longo de nossas vidas tornam-se atitudes que se transformam em realidade.
Portanto, é a chave que abre todas as portas. É o despertar para si mesmo, parar de acreditar que somos vítimas do mundo e de uma sociedade. Afinal, tudo começa por um pensamento que torna-se realidade . E se somos o que pensamos, me faz lembrar de perguntar à você: O que você pensa à seu respeito ? Você se trata bem? Você já percebeu que o próximo mais próximo de você é você mesmo? Que talvez tudo o que você pensou à seu respeito não tenha nada a ver com o que realmente você é ?
Será que você já sofreu o bastante para ter a coragem de largar o velho e assumir o novo? Esta proposta é para quem está interessado em renovação, em mudar de astral e realmente sentir-se feliz. Você está a fim de sintonizar-se com um astral melhor ? Para isso, só será preciso você estar a fim de despertar para você.
Talvez você não saiba, mas você já é um ser espiritual. Houve uma época que tudo era assunto exclusivo das religiões. Hoje estamos deixando as religiões de lado e nos tornando a nossa própria religião. Esta condição acontece quando nós começamos à respeitar o que sentimos, a nos perceber, desenvolvendo nossos potenciais e usando as funções que Deus nos deu, por exemplo, a dor tem a função de nos alertar que algo está errado em nós, e graças a Deus ela existe, senão já não existiríamos mais, já imaginou você se queimar e não sentir a dor? Então, ela funciona como um guia para nos proteger de não nos machucarmos. Temos também os 5 sentidos que são funções importantíssimas.
Você já parou para sentir Deus dentro de você? O reconhecimento de que Deus está dentro e não fora de nós é a base para nos sentirmos parte do Universo, de tudo o que existe.
Está na hora de reconhecer que esta em nós mesmos todas as respostas, que temos um poder enorme, e precisamos finalmente começar a usar todas as funções maravilhosas que Deus já nos deu.
Estamos todos prontos, mas é preciso colocar consciência nas coisas, doutrinar a nossa mente desvairada que sem freios, capta o inconsciente coletivo, nos deixando a mercê de toda a sorte, sentindo todas as dores do mundo. Somos seres únicos, individuais e diferentes uns dos outros, porque Deus é original e abundante, ele criou muitas variedades e nuances, podemos ser semelhantes, mas nunca iguais. Não existe uma impressão digital igual à outra.
A consciência de que eu preciso fazer a minha parte para que tudo funcione bem na minha vida, é a chave o meu sucesso, da minha prosperidade e é a oportunidade de ser realmente feliz. Acredite, tenha fé tudo o que você quer irá se realizar, basta que para isso, antes você reconheça e sinta em você.
A fé impulsiona a evolução à partir do indivíduo. Sua consciência, em direção ao todo, ao universal, ao amor infinito, à Deus. É uma transformação profunda em nossas crenças e padrões de pensamentos. É a libertação da crítica, do negativismo, da culpa, da impotência. Nova Era é Amor, Respeito, Compaixão, Perdão, Alegria, Força, Harmonia e Paz. É a nossa emancipação de um ciclo de desequilíbrio, é crescimento, é expansão, é em síntese, reconhecer que estamos em Deus.
São Paulo, 13 de março de 2007
Cida Alencar
Noético
A noética (do grego nous: mente) é uma disciplina que estuda os fenômenos subjetivos da consciência, da mente, do espírito e da vida a partir do ponto de vista da ciência.[1][2] Como conceito filosófico, em linhas gerais define a dimensão espiritual do homem.[
A Teologia Integrativa é uma teologia que surge no final do Século XX e tende a ser a Teologia que dominará o pensamento do Século XXI. É uma abordagem ampla e uma visão inovadora do Livro Teológico por excelência: A Bíblia.
Sem nenhuma conexão com alguma linha religiosa, a Teologia Integrativa busca - no melhor e mais elevado pensamento teológico tanto ocidental quanto oriental, no desenvolvimento das ciências sociais, humanas, exatas , com embasamento na ciência noética - http://pt.wikipedia.org/wiki/Noética - a comprovação da existência e da atuação de uma energia pensante, emotiva e volitiva que governa todo o mundo físico criado.
O mundo quântico, segundo a Teologia Integrativa não é apenas um espaço energético, mas uma dimensão que possui a tendência de interferir em todo o espaço de ação do homem levando-o ao seu aperfeiçoamento.
Uma Humanidade/Divina que saiba lidar com seus problemas cotidianos, possua harmonia com a natureza e sabe como aproveitá-la ao máximo sem destruí–la; que saiba como viver sua individualidade dentro de uma coletividade produtiva e auto-realizada, será o resultado que teremos com a atuação do profissional que se estrutura no conhecimento da Teologia Integrativa.
Enfim, neste novo momento de desenvolvimento, esta ciência do espírito, visa levar este conhecimento àquelas pessoas que evoluíram em suas vidas, seus valores e pensamentos e que agora desejam continuar seu aperfeiçoamento por esta única via de acesso à um crescimento humano quântico mais íntegro.
A Teologia Integrativa é uma teologia que surge no final do Século XX e tende a ser a Teologia que dominará o pensamento do Século XXI. É uma abordagem ampla e uma visão inovadora do Livro Teológico por excelência: A Bíblia.
Sem nenhuma conexão com alguma linha religiosa, a Teologia Integrativa busca - no melhor e mais elevado pensamento teológico tanto ocidental quanto oriental, no desenvolvimento das ciências sociais, humanas, exatas , com embasamento na ciência noética - http://pt.wikipedia.org/wiki/Noética - a comprovação da existência e da atuação de uma energia pensante, emotiva e volitiva que governa todo o mundo físico criado.
O mundo quântico, segundo a Teologia Integrativa não é apenas um espaço energético, mas uma dimensão que possui a tendência de interferir em todo o espaço de ação do homem levando-o ao seu aperfeiçoamento.
Uma Humanidade/Divina que saiba lidar com seus problemas cotidianos, possua harmonia com a natureza e sabe como aproveitá-la ao máximo sem destruí–la; que saiba como viver sua individualidade dentro de uma coletividade produtiva e auto-realizada, será o resultado que teremos com a atuação do profissional que se estrutura no conhecimento da Teologia Integrativa.
Enfim, neste novo momento de desenvolvimento, esta ciência do espírito, visa levar este conhecimento àquelas pessoas que evoluíram em suas vidas, seus valores e pensamentos e que agora desejam continuar seu aperfeiçoamento por esta única via de acesso à um crescimento humano quântico mais íntegro.
Mecânica Quântica
Há pouco mais de cem anos, o físico Max Planck, considerado conservador, tentando compreender a energia irradiada pelo espectro da radiação térmica, expressa como ondas eletromagnéticas produzidas por qualquer organismo emissor de calor, a uma temperatura x, chegou, depois de muitas experiências e cálculos, à revolucionária ‘constante de Planck’, que subverteu os princípios da física clássica.
Este foi o início da trajetória da Física ou Mecânica Quântica, que estuda os eventos que transcorrem nas camadas atômicas e sub-atômicas, ou seja, entre as moléculas, átomos, elétrons, prótons, pósitrons, e outras partículas. Planck criou uma fórmula que se interpunha justamente entre a Lei de Wien – para baixas freqüências – e a Lei de Rayleight – para altas freqüências -, ao contrário das experiências tentadas até então por outros estudiosos.
Albert Einsten, criador da Teoria da Relatividade, foi o primeiro a utilizar a expressão quantum para a constante de Planck E = hv, em uma pesquisa publicada em março de 1905 sobre as conseqüências dos fenômenos fotoelétricos, quando desenvolveu o conceito de fóton. Este termo se relaciona a um evento físico muito comum, a quantização – um elétron passa de uma energia mínima para o nível posterior, se for aquecido, mas jamais passará por estágios intermediários, proibidos para ele, neste caso a energia está quantizada, a partícula realizou um salto energético de um valor para outro. Este conceito é fundamental para se compreender a importância da física quântica.
Seus resultados são mais evidentes na esfera macroscópica do que na microscópica, embora os efeitos percebidos no campo mais visível dependam das atitudes quânticas reveladas pelos fenômenos que ocorrem nos níveis abaixo da escala atômica. Esta teoria revolucionou a arena das idéias não só no âmbito das Ciências Exatas, mas também no das discussões filosóficas vigentes no século XX.
No dia-a-dia, mesmo sem termos conhecimento sobre a Física Quântica, temos em nossa esfera de consumo muitos de seus resultados concretos, como o aparelho de CD, o controle remoto, os equipamentos hospitalares de ressonância magnética, até mesmo o famoso computador.
A Física Quântica envolve conceitos como os de partícula – objeto com uma mínima dimensão de massa, que compõe corpos maiores – e onda – a radiação eletromagnética, invisível para nós, não necessita de um ambiente material para se propagar, e sim do espaço vazio. Enquanto as partículas tinham seu movimento analisado pela mecânica de Newton, as radiações das ondas eletromagnéticas eram descritas pelas equações de Maxwell. No início do século XX, porém, algumas pesquisas apresentaram contradições reveladoras, demonstrando que os comportamentos de ambas podem não ser assim tão diferentes uns dos outros. Foram essas idéias que levaram Max Planck à descoberta dos mecanismos da Física Quântica, embora ele não pretendesse se desligar dos conceitos da Física Clássica.
A conexão da Mecânica Quântica com conceitos como a não-localidade e a causalidade, levou esta disciplina a uma ligação mais profunda com conceitos filosóficos, psicológicos e espirituais. Hoje há uma forte tendência em unir os conceitos quânticos às teorias sobre a Consciência.
Físicos como o indiano Amit Goswami se valem dos conceitos da Física moderna para apresentar provas científicas da existência da imortalidade, da reencarnação e da vida após a morte. Professor titular da Universidade de Física de Oregon, Ph.D em física quântica, físico residente no Institute of Noetic Sciences, suas idéias aparecem no filme Quem somos nós? e em obras como A Física da Alma, O Médico Quântico, entre outras. Ele defende a conciliação entre física quântica, espiritualidade, medicina, filosofia e estudos sobre a consciência. Seus livros estão repletos de descrições técnicas, objetivas, científicas, o que tem silenciado seus detratores.
Fritjof Capra, Ph.D., físico e teórico de sistemas, revela a importância do observador na produção dos fenômenos quânticos. Ele não só testemunha os atributos do evento físico, mas também influencia na forma como essas qualidades se manifestarão. A consciência do sujeito que examina a trajetória de um elétron vai definir como será seu comportamento. Assim, segundo o autor, a partícula é despojada de seu caráter específico se não for submetida à análise racional do observador, ou seja, tudo se interpenetra e se torna interdependente, mente e matéria, o indivíduo que observa e o objeto sob análise. Outro renomado físico, prêmio Nobel de Física, Eugen Wingner, atesta igualmente que o papel da consciência no âmbito da teoria quântica é imprescindível.
Este foi o início da trajetória da Física ou Mecânica Quântica, que estuda os eventos que transcorrem nas camadas atômicas e sub-atômicas, ou seja, entre as moléculas, átomos, elétrons, prótons, pósitrons, e outras partículas. Planck criou uma fórmula que se interpunha justamente entre a Lei de Wien – para baixas freqüências – e a Lei de Rayleight – para altas freqüências -, ao contrário das experiências tentadas até então por outros estudiosos.
Albert Einsten, criador da Teoria da Relatividade, foi o primeiro a utilizar a expressão quantum para a constante de Planck E = hv, em uma pesquisa publicada em março de 1905 sobre as conseqüências dos fenômenos fotoelétricos, quando desenvolveu o conceito de fóton. Este termo se relaciona a um evento físico muito comum, a quantização – um elétron passa de uma energia mínima para o nível posterior, se for aquecido, mas jamais passará por estágios intermediários, proibidos para ele, neste caso a energia está quantizada, a partícula realizou um salto energético de um valor para outro. Este conceito é fundamental para se compreender a importância da física quântica.
Seus resultados são mais evidentes na esfera macroscópica do que na microscópica, embora os efeitos percebidos no campo mais visível dependam das atitudes quânticas reveladas pelos fenômenos que ocorrem nos níveis abaixo da escala atômica. Esta teoria revolucionou a arena das idéias não só no âmbito das Ciências Exatas, mas também no das discussões filosóficas vigentes no século XX.
No dia-a-dia, mesmo sem termos conhecimento sobre a Física Quântica, temos em nossa esfera de consumo muitos de seus resultados concretos, como o aparelho de CD, o controle remoto, os equipamentos hospitalares de ressonância magnética, até mesmo o famoso computador.
A Física Quântica envolve conceitos como os de partícula – objeto com uma mínima dimensão de massa, que compõe corpos maiores – e onda – a radiação eletromagnética, invisível para nós, não necessita de um ambiente material para se propagar, e sim do espaço vazio. Enquanto as partículas tinham seu movimento analisado pela mecânica de Newton, as radiações das ondas eletromagnéticas eram descritas pelas equações de Maxwell. No início do século XX, porém, algumas pesquisas apresentaram contradições reveladoras, demonstrando que os comportamentos de ambas podem não ser assim tão diferentes uns dos outros. Foram essas idéias que levaram Max Planck à descoberta dos mecanismos da Física Quântica, embora ele não pretendesse se desligar dos conceitos da Física Clássica.
A conexão da Mecânica Quântica com conceitos como a não-localidade e a causalidade, levou esta disciplina a uma ligação mais profunda com conceitos filosóficos, psicológicos e espirituais. Hoje há uma forte tendência em unir os conceitos quânticos às teorias sobre a Consciência.
Físicos como o indiano Amit Goswami se valem dos conceitos da Física moderna para apresentar provas científicas da existência da imortalidade, da reencarnação e da vida após a morte. Professor titular da Universidade de Física de Oregon, Ph.D em física quântica, físico residente no Institute of Noetic Sciences, suas idéias aparecem no filme Quem somos nós? e em obras como A Física da Alma, O Médico Quântico, entre outras. Ele defende a conciliação entre física quântica, espiritualidade, medicina, filosofia e estudos sobre a consciência. Seus livros estão repletos de descrições técnicas, objetivas, científicas, o que tem silenciado seus detratores.
Fritjof Capra, Ph.D., físico e teórico de sistemas, revela a importância do observador na produção dos fenômenos quânticos. Ele não só testemunha os atributos do evento físico, mas também influencia na forma como essas qualidades se manifestarão. A consciência do sujeito que examina a trajetória de um elétron vai definir como será seu comportamento. Assim, segundo o autor, a partícula é despojada de seu caráter específico se não for submetida à análise racional do observador, ou seja, tudo se interpenetra e se torna interdependente, mente e matéria, o indivíduo que observa e o objeto sob análise. Outro renomado físico, prêmio Nobel de Física, Eugen Wingner, atesta igualmente que o papel da consciência no âmbito da teoria quântica é imprescindível.
O Novo Cristianismo e a crítica à Nova Teologia de Bonhoeffer
O Novo Cristianismo e a crítica à Nova Teologia de Bonhoeffer
O cristianismo tende a voltar à tradição profética do cristianismo primitivo, desempenhando um papel de guia da comunidade de fé como uma vanguarda da humanidade, abrindo espaço à humanização da “Tecnópole” e mantendo viva a esperança num reinado de paz e pão para todos. Todos os sinais apontam nesse sentido, embora me pareça que a interpretação desses sinais nem sempre seja feita da forma mais consentânea com a realidade, isto é, “voltar à tradição profética” do cristianismo não significa recuar no tempo e nas tradições – pelo contrário, significa adequar a tradição profética ao mundo da Tecnópole moderna.
A “secularização” como o fim da tutela religiosa e metafísica sobre o cidadão comum aconteceu quando este começa a voltar a sua atenção exclusivamente para mundo “naturalista”. Este fenómeno de secularização acontece na “Tecnópole”, que sucedeu à “tribo” e à “cidade”. Se na tribo, Deus aparecia como um dos “deuses” e na cidade como parte da estrutura cósmica, na Tecnópole Deus perdeu o significado em ambos os sentidos; a política substitui a metafísica como linguagem da teologia na tecnópole – como podemos constatar, por exemplo, através do tratamento religioso que a política dá ao “aquecimento global”.
Deus passou a ser, para o tecnopolita, um “sócio” que está encarregado de conferir um sentido e ordem à história humana, isto é, o tecnopolita não prescinde de Deus, mas Este adquiriu tantos significados – em função do pós-modernismo – que passou a impedir a comunicação entre os homens. Com o pós-modernismo, instala-se na Tecnópole uma torre de Babel religiosa através do conceito do “Deus-sócio”, que tem uma função de regulação moral e de garantia de atribuição de um sentido histórico ao tecnopolita.
Em função da cultura da Tecnópole, o cristianismo vê-se hoje obrigado a adoptar a sua tradição profética, como Jesus fez quando nos falou do “Deus que será”, e não do “Deus que é” – O da tradição judaica. A fé em Deus será reconhecida pelas gerações presentes como uma esperança no futuro num reinado da paz no mundo.
O sincretismo religioso da Nova Teologia de Bonhoeffer
Quando se ouve alguém dizer que “sou católico não-praticante”, diz-se que a pessoa é incoerente, porque “ou se é católico e se praticam os ritos da religião, ou não se pratica a religião e não se é católico”. Esta formatação ideológica é, na sua essência, anti-religiosa, porque o “católico não-praticante” é uma realidade da Nova Teologia que se inspira em conceitos das ideias de Bonhoeffer.
Dietrich Bonhoeffer foi um pastor luterano que foi assassinado pelos nazis meses antes do fim da guerra.
Segundo Bonhoeffer, a religião é considerada como expressão mítica ou contingente da fé, condicionada pelo ambiente histórico do passado e tornada inaceitável na época contemporânea dominada pelo racionalismo, pela Ciência e pela Técnica. Esta recusa da religião é também a recusa de todo o aspecto cultural e ritual da mesma, isto é, esta a recusa da religião dá a primazia à “fé autêntica” em detrimento do tipo de culto.
É nesta filosofia que se insere o “católico não-praticante” – não só na componente da herança cultural da tradição, mas na procura da fé autêntica desprovida dos mecanismos rituais do culto. O “católico não-praticante” pode ser a pessoa que se desligou da religião mas mantém os laços culturais do “Deus-sócio” do tecnopolita, ou a pessoa que recusa dos rituais religiosos – nomeadamente a idolatria católica – em nome de uma “fé autêntica”. Ter fé não significa executar certos actos ou ritos nem cultivar uma certa forma de ascetismo e de misticismo, mas apenas “ser homem”, isto é, participar na vida do mundo, no sofrimento e nas dores dos outros e trabalhar para um mundo melhor.
A renúncia aos rituais culturais das religiões tende a criar um sincretismo religioso, eliminando as distâncias culturais não só entre as várias confissões cristãs, como em relação a religiões não cristãs – e sobretudo tendendo a unir o cristianismo e as religiões orientais – principalmente o budismo e o cristianismo. Nesta nova realidade, a função da Igreja Católica torna-se extremamente complicada.
A Nova Teologia e a recusa do sobrenatural
Contudo, mesmo a chamada Nova Teologia de Bonhoeffer está hoje ultrapassada em muitos aspectos. A recusa do sobrenatural por parte da Nova Teologia de Bonhoeffer é a aceitação do racionalismo moderno tal qual afirmada pelo iluminismo, isto é, a recusa do mistério e do milagre. Contudo, com o advento da Física e da Filosofia Quânticas, o “mistério” passou a ser comum à ciência e à religião. Por exemplo, o “milagre” – que a Nova Teologia do pós-guerra refuta – passou a ser algo explicável pela “fé racional” e pela Quântica:
Processo Vital Quântico, Químico ou Físico + Tempo = Fenómeno Natural
Processo Vital Quântico, Químico ou Físico – Tempo = Milagre
O sobrenatural é a interferência do Tempo Infinito no nosso Tempo Finito, isto é, o milagre não é uma infracção às leis naturais mas antes uma questão de forma e método na execução das leis naturais, através da eliminação do nosso Tempo do fenómeno natural (ver post sobre Espinosa). É neste sentido que o Novo Cristianismo deve encarar o milagre e o sobrenatural. O cristianismo deverá passar a ser uma “religião aliada à filosofia e à ciência”.
O panteísmo da Nova Teologia de Bonhoeffer
Bonhoeffer adopta o panteísmo clássico de Espinosa, que é no fundo a validação por parte da religião, da visão do mundo de Descartes. Contudo, é hoje a própria ciência que coloca em causa qualquer tipo de panteísmo religioso racionalista, quando a física quântica coloca em causa o próprio determinismo científico quando entra no estudo das partículas quânticas e adopta a ideia de que no limite do nosso espaço-tempo, as leis da física, tal qual existem, não se aplicam de igual modo. Por exemplo, é impossível determinar simultaneamente o espaço e o tempo de uma partícula quântica: ou se determina a sua posição ou a sua velocidade. A filosofia quântica e a Física Teórica vieram provar que nem sempre o que é real é racional, pelo menos à luz do Saber disponível. Quando a quântica observa os fenómenos atómicos, opera na fronteira entre o Finito e o Infinito. À escala atómica, demonstrou-se que a observação de um fenómeno quântico o modifica de uma forma imprevisível. Toda a observação que pretenda determinar a posição de uma partícula atómica, ou modifica a velocidade dessa partícula, ou determinando-se a velocidade, a sua posição modifica-se, porque não é possível determinar simultaneamente a posição e a velocidade de uma partícula quântica. Os cientistas quânticos foram obrigados a incluir na análise dos fenómenos atómicos as próprias modificações que a observação provoca neles, sem eliminar, contudo, a elevada imprevisibilidade dos fenómenos quânticos.
Se a visão panteísta inclui a natureza na composição divina, isto é, a natureza faz parte integrante de Deus, a física quântica demonstra que o panteísmo não faz sentido, porque no limite do nosso microcosmo, as leis da física não se aplicam de uma forma idêntica ao cosmos do nosso espaço-tempo – o que aponta para a existência de diferentes dimensões temporais, corroborando o princípio fichteano do “tempo infinito”.
O caminho do cristianismo aponta para a) o retorno à tradição profética, b) à incorporação da dúvida científica na sua teologia (a fé racional), c) a adaptação da estrutura da Igreja à realidade social da tecnópole, sem que se perca a essência da filosofia cristã, e d) a procura do sincretismo religioso através do ecumenismo. Nestes quatro pontos, estou de acordo com Bonhoeffer.
O cristianismo tende a voltar à tradição profética do cristianismo primitivo, desempenhando um papel de guia da comunidade de fé como uma vanguarda da humanidade, abrindo espaço à humanização da “Tecnópole” e mantendo viva a esperança num reinado de paz e pão para todos. Todos os sinais apontam nesse sentido, embora me pareça que a interpretação desses sinais nem sempre seja feita da forma mais consentânea com a realidade, isto é, “voltar à tradição profética” do cristianismo não significa recuar no tempo e nas tradições – pelo contrário, significa adequar a tradição profética ao mundo da Tecnópole moderna.
A “secularização” como o fim da tutela religiosa e metafísica sobre o cidadão comum aconteceu quando este começa a voltar a sua atenção exclusivamente para mundo “naturalista”. Este fenómeno de secularização acontece na “Tecnópole”, que sucedeu à “tribo” e à “cidade”. Se na tribo, Deus aparecia como um dos “deuses” e na cidade como parte da estrutura cósmica, na Tecnópole Deus perdeu o significado em ambos os sentidos; a política substitui a metafísica como linguagem da teologia na tecnópole – como podemos constatar, por exemplo, através do tratamento religioso que a política dá ao “aquecimento global”.
Deus passou a ser, para o tecnopolita, um “sócio” que está encarregado de conferir um sentido e ordem à história humana, isto é, o tecnopolita não prescinde de Deus, mas Este adquiriu tantos significados – em função do pós-modernismo – que passou a impedir a comunicação entre os homens. Com o pós-modernismo, instala-se na Tecnópole uma torre de Babel religiosa através do conceito do “Deus-sócio”, que tem uma função de regulação moral e de garantia de atribuição de um sentido histórico ao tecnopolita.
Em função da cultura da Tecnópole, o cristianismo vê-se hoje obrigado a adoptar a sua tradição profética, como Jesus fez quando nos falou do “Deus que será”, e não do “Deus que é” – O da tradição judaica. A fé em Deus será reconhecida pelas gerações presentes como uma esperança no futuro num reinado da paz no mundo.
O sincretismo religioso da Nova Teologia de Bonhoeffer
Quando se ouve alguém dizer que “sou católico não-praticante”, diz-se que a pessoa é incoerente, porque “ou se é católico e se praticam os ritos da religião, ou não se pratica a religião e não se é católico”. Esta formatação ideológica é, na sua essência, anti-religiosa, porque o “católico não-praticante” é uma realidade da Nova Teologia que se inspira em conceitos das ideias de Bonhoeffer.
Dietrich Bonhoeffer foi um pastor luterano que foi assassinado pelos nazis meses antes do fim da guerra.
Segundo Bonhoeffer, a religião é considerada como expressão mítica ou contingente da fé, condicionada pelo ambiente histórico do passado e tornada inaceitável na época contemporânea dominada pelo racionalismo, pela Ciência e pela Técnica. Esta recusa da religião é também a recusa de todo o aspecto cultural e ritual da mesma, isto é, esta a recusa da religião dá a primazia à “fé autêntica” em detrimento do tipo de culto.
É nesta filosofia que se insere o “católico não-praticante” – não só na componente da herança cultural da tradição, mas na procura da fé autêntica desprovida dos mecanismos rituais do culto. O “católico não-praticante” pode ser a pessoa que se desligou da religião mas mantém os laços culturais do “Deus-sócio” do tecnopolita, ou a pessoa que recusa dos rituais religiosos – nomeadamente a idolatria católica – em nome de uma “fé autêntica”. Ter fé não significa executar certos actos ou ritos nem cultivar uma certa forma de ascetismo e de misticismo, mas apenas “ser homem”, isto é, participar na vida do mundo, no sofrimento e nas dores dos outros e trabalhar para um mundo melhor.
A renúncia aos rituais culturais das religiões tende a criar um sincretismo religioso, eliminando as distâncias culturais não só entre as várias confissões cristãs, como em relação a religiões não cristãs – e sobretudo tendendo a unir o cristianismo e as religiões orientais – principalmente o budismo e o cristianismo. Nesta nova realidade, a função da Igreja Católica torna-se extremamente complicada.
A Nova Teologia e a recusa do sobrenatural
Contudo, mesmo a chamada Nova Teologia de Bonhoeffer está hoje ultrapassada em muitos aspectos. A recusa do sobrenatural por parte da Nova Teologia de Bonhoeffer é a aceitação do racionalismo moderno tal qual afirmada pelo iluminismo, isto é, a recusa do mistério e do milagre. Contudo, com o advento da Física e da Filosofia Quânticas, o “mistério” passou a ser comum à ciência e à religião. Por exemplo, o “milagre” – que a Nova Teologia do pós-guerra refuta – passou a ser algo explicável pela “fé racional” e pela Quântica:
Processo Vital Quântico, Químico ou Físico + Tempo = Fenómeno Natural
Processo Vital Quântico, Químico ou Físico – Tempo = Milagre
O sobrenatural é a interferência do Tempo Infinito no nosso Tempo Finito, isto é, o milagre não é uma infracção às leis naturais mas antes uma questão de forma e método na execução das leis naturais, através da eliminação do nosso Tempo do fenómeno natural (ver post sobre Espinosa). É neste sentido que o Novo Cristianismo deve encarar o milagre e o sobrenatural. O cristianismo deverá passar a ser uma “religião aliada à filosofia e à ciência”.
O panteísmo da Nova Teologia de Bonhoeffer
Bonhoeffer adopta o panteísmo clássico de Espinosa, que é no fundo a validação por parte da religião, da visão do mundo de Descartes. Contudo, é hoje a própria ciência que coloca em causa qualquer tipo de panteísmo religioso racionalista, quando a física quântica coloca em causa o próprio determinismo científico quando entra no estudo das partículas quânticas e adopta a ideia de que no limite do nosso espaço-tempo, as leis da física, tal qual existem, não se aplicam de igual modo. Por exemplo, é impossível determinar simultaneamente o espaço e o tempo de uma partícula quântica: ou se determina a sua posição ou a sua velocidade. A filosofia quântica e a Física Teórica vieram provar que nem sempre o que é real é racional, pelo menos à luz do Saber disponível. Quando a quântica observa os fenómenos atómicos, opera na fronteira entre o Finito e o Infinito. À escala atómica, demonstrou-se que a observação de um fenómeno quântico o modifica de uma forma imprevisível. Toda a observação que pretenda determinar a posição de uma partícula atómica, ou modifica a velocidade dessa partícula, ou determinando-se a velocidade, a sua posição modifica-se, porque não é possível determinar simultaneamente a posição e a velocidade de uma partícula quântica. Os cientistas quânticos foram obrigados a incluir na análise dos fenómenos atómicos as próprias modificações que a observação provoca neles, sem eliminar, contudo, a elevada imprevisibilidade dos fenómenos quânticos.
Se a visão panteísta inclui a natureza na composição divina, isto é, a natureza faz parte integrante de Deus, a física quântica demonstra que o panteísmo não faz sentido, porque no limite do nosso microcosmo, as leis da física não se aplicam de uma forma idêntica ao cosmos do nosso espaço-tempo – o que aponta para a existência de diferentes dimensões temporais, corroborando o princípio fichteano do “tempo infinito”.
O caminho do cristianismo aponta para a) o retorno à tradição profética, b) à incorporação da dúvida científica na sua teologia (a fé racional), c) a adaptação da estrutura da Igreja à realidade social da tecnópole, sem que se perca a essência da filosofia cristã, e d) a procura do sincretismo religioso através do ecumenismo. Nestes quatro pontos, estou de acordo com Bonhoeffer.
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